domingo, 12 de setembro de 2010

Desenvolvimento da relação entre cães e seus donos: aprendizado mútuo e contínuo

Depois da domesticação, há milhares de anos, os cães participaram significativamente da história das civilizações humanas. Eles serviram como guarda, meio de transporte, eram caçadores e pastores, participaram de guerras e revoluções, viajaram pelo mundo nas grandes navegações, faziam a diversão do público no Coliseu de Roma, foram adorados como deuses por alguns e considerados criaturas das trevas por outros.

Mesmo realizando todas essas atividades, o cão tornou-se um animal de estimação apenas no século XX, quando já estava adaptado aos modos de vida dos seres humanos, devido a sua habilidade de fazer de diversos ambientes os melhores possíveis e de voltar suas capacidades de aprendizado para a domesticação.

Mesmo com a domesticação, não é preciso voltar em um passado muito distante para que se tenha prova dos trabalhos caninos. Paulo de Assis, trabalhador rural aposentado, recebeu auxilio de seus cães nos trabalhos da roça. “Há uns 30 anos atrás, quando eu trabalhava e morava na zona rural, os cachorros me ajudavam muito. Eu caçava e o Tupi e a Lira sempre me acompanhavam. Eles farejavam e achavam os bichos, já sabiam o tipo de animal que eu caçava, então eles me levavam até a caça e era só eu atirar. Na minha casa teve também o Trambique e a Furreca, esses buscavam sozinhos as criações no pasto. De acordo com o barulho que eu fazia com a boca eles sabiam se era para buscar as vacas ou os cavalos. O Trambique também aprendeu a pegar galinha para fazer no almoço, minha esposa apontava e falava qual galinha ela queria e o Trambique corria e segurava a galinha até alguém ir buscá-la. Com o tempo, quando chegavam as visitas ele já sabia que ia ter galinha no almoço e ficava só esperando alguém falar qual galinha era para ele pegar. Todos esses cães aprenderam essas coisas com o tempo, com a convivência com as pessoas e com o trabalho que a gente fazia, chegou um momento que eles não erravam nunca, sempre sabiam o que era para fazer.” Paulo de Assis atualmente mora na zona urbana de Antônio Dias e não possui cães, mas reconhece o assistência que eles deram.

Pedro Terra, 20, mora na zona urbana de Ipatinga e possui quatro cães. “Tenho três Pinchers e uma Fox Paulistinha. Sempre gostei de bicho, tenho esses quatro cães somente por estima mesmo”

Paulo de Assis diz que atualmente é raro, mas afirma que ainda existem cães que ajudam no trabalho de seus donos. “Na roça ainda é comum os cachorros ajudarem a tocar boi, além de vigiar a casa. Eu nunca vi nenhum que fizesse as coisas que os meus faziam, mas com certeza existem cães que ajudam muito os donos no trabalho, principalmente no trabalho rural.”

De fato, é antiga a relação entre as pessoas e os cães. O progresso e desenvolvimento dessa relação são iminentes. Nos dias de hoje “o melhor amigo do homem” desempenha distintas funções como de cães-guia de cegos, cães ouvintes que auxiliam deficientes auditivos, cães de guarda, cães farejadores que contribuem no trabalho policial ou simplesmente cães de estimação e companhia e com certeza a melhor retribuição para todo tipo de trabalho e toda a fidelidade canina é o amor e o carinho que seu dono deposita nele.


Fontes:

www.wikipedia.org

www.saudeanimal.com.br

www.seucachorro.com

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